quinta-feira, 21 de maio de 2015

Pacientes de cirurgias de quadril retornam para a primeira consulta pós-cirúrgica

Cássia Veras (Assessoria HC)

Foto: Júnior Aguiar
Os 29 pacientes que se submeteram a cirurgia de quadril, no mutirão realizado pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Rio de Janeiro (Into/RJ), entre 11 e 16 deste mês, no Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco, tiveram na manhã desta terça-feira, 19, o primeiro retorno pós-cirúrgico para avaliação.
De acordo com a assessora técnica dos mutirões de cirurgia, Ediná Monteiro, todos os pacientes beneficiados com o procedimento cirúrgico estão em perfeita recuperação. “Segundo o doutor Rodrigo Minuano, os pacientes estão todos bem e a recuperação está acontecendo conforme o esperado para cada quadro clínico”, informou.
Para o paciente José Aparecido Martins, 50, a cirurgia do lado esquerdo do quadril vai proporcionar uma vida com menos dores e mais qualidade. “Eu usava uma muleta para poder andar, mas agora tenho a esperança de melhorar e realizar pelo menos um pouco do que fazia antes”, disse.
Foto: cedida
Maria Navegante, 53, sofreu um acidente de moto aos 14 anos de idade, mas somente há dois anos começou a sentir problemas no lado esquerdo quadril. “Na época do acidente, o médico já havia me dito que eu iria ter esse problema, porque fiquei com sequelas. Mas eu não imaginava que sentiria tanta dor. Minha maior alegria foi ter conseguido realizar a cirurgia no meu estado, perto da minha família”, declarou.
“Eu tenho que agradecer primeiramente a Deus, e em segundo o nosso governador Tião Viana, porque ele tem sido muito generoso. Por meio dele pudemos realizar nossa cirurgia aqui no estado, junto da família, e amenizar a nossa dor”, agradeceu a paciente Helena Neri, que sofre há 10 anos com osteoporose, doença que atingiu o quadril.
Segundo uma pesquisa de satisfação realizada pela Ouvidoria do HC, todos os pacientes que se submeteram a cirurgia de quadril no mutirão do Into/RJ declararam estar satisfeitos com o atendimento recebido. “Isso reforça o nosso ideal de oferecer sempre um atendimento mais humano e com mais qualidade”, disse a funcionária do HC Antônia Bezerra.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Doação de rim de Mato Grosso beneficia paciente no Acre

Cássia Veras (Assessoria HC)

Foto: Júnior Aguiar
Uma parceria do Ministério da Saúde (MS) com empresas aéreas comerciais possibilitou na noite de sexta-feira, 15, o transporte de um rim de Mato Grosso para o Acre. O órgão, doado pela família de uma adolescente de 14 anos, vítima de acidente de trânsito, beneficiou o paciente Gustavo Fontenele, 16, que sofria desde 2013 com insuficiência renal.
Segundo a coordenadora da Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos do Acre (CNCDO/AC), Regiane Ferrari, o órgão foi disponibilizado pela Central Nacional de Transplantes na tarde da quinta-feira, 14. A partir desse momento, a equipe começou todo o processo de logística de transporte do órgão até o efetivo transplante, no centro cirúrgico do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco.
“Recebemos o rim direito. O rim esquerdo e o fígado foram para outras unidades da federação. Enquanto o órgão era transportado, os exames de compatibilidade eram realizados em Goiânia. Então, notificamos o paciente, a equipe médica, o centro cirúrgico, ou seja, todos que fazem parte do processo de transplantes. O procedimento se deu na madrugada de sábado e correu tudo bem”, relatou Regiane.
Vida Nova 
Foto: Júnior Aguiar
Brincar é a primeira atividade que Gustavo Fontenele quer fazer quando chegar em casa.
 O paciente, que mora em Brasileia, deslocava-se três vezes por semana para a nefrologia do HC de Rio Branco, para passar pelas sessões de hemodiálise. “Não podia comer qualquer coisa. Parei de estudar quando descobri o problema. Não podia brincar, mas o pior era não poder urinar. Depois da cirurgia já fui muitas vezes ao banheiro. Voltei à minha vida normal”, contou.
Para Odailsa Braga, irmã de Gustavo, a notícia de que o irmão iria passar pelo procedimento cirúrgico alegrou toda a família. “Quando soubemos que o Gustavo iria receber o rim, nem conseguimos dormir de ansiedade e alegria. Fico muito grata a toda a equipe médica que nos acolheu muito bem e, principalmente, a essa família, que foi tão caridosa e não pensou duas vezes em salvar a vida do meu irmão”, disse.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Irmão doa rim e garante vida nova para paciente renal

Mônica Araújo (Assessoria Sesacre)

Foto: Júnior Aguiar
Muitas pessoas aguardam anos por um transplante. Josenildo Borges, 38, é um paciente renal crônico, que há mais de dois anos faz hemodiálise três vezes por semana.
Ele contou com o amor do irmão Jucelino Borges, 30, que decidiu doar um dos rins para vê-lo sorrir novamente e romper a dificuldade de encontrar um doador compatível. Entre o diagnóstico da doença, as sessões de hemodiálise e o transplante, se passaram quase três anos.
Este é o primeiro transplante renal intervivo (com doador vivo) do ano realizado no Acre. A cirurgia ocorreu na manhã da quarta-feira, 13, no Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco e durou, aproximadamente, quatro horas entre a retirada e implante do órgão.
Uma equipe de mais de 17 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e residentes, participou do procedimento. De acordo com o cirurgião vascular, Thadeu Moura, que coordenou a equipe, os irmãos passam bem e a cirurgia foi um sucesso.
Esse tipo de procedimento é possível quando se trata de órgãos duplos ou partes de órgãos e tecidos, cuja retirada não cause ao doador comprometimento de suas funções vitais e aptidões físicas ou mentais nem provoque deformação. Também é necessário que doador e receptor tenham tipagem sanguínea compatíveis.
Nova oportunidade
Nascer de novo. Essa é a sensação de Josenildo ao falar do transplante de rim. “Saber que poderei fazer coisas que há muito tempo não fazia por causa da doença, me alegra muito. Quem faz hemodiálise tem a vida interrompida, pois passa a maior parte do tempo dentro de um hospital. É um sofrimento sem comparação”, falou.
Foto: Júnior Aguiar
Borges se emociona ao falar do gesto do irmão e agradece pela nova oportunidade. “Não existe palavras para descrever meu sentimento por ele, obrigado é muito pouco. Quem doa o órgão, está doando a vida. O gesto dele foi de muita coragem”, disse.
A nefrologista e vice-coordenadora do Setor de Transplante de Rim, Gabriela Lazarre, diz que o transplante permitirá que Josenildo tenha uma vida próxima da normalidade. “O transplante de rim não cura a doença que levou o paciente a ter um problema renal crônico, mas garante melhor qualidade de vida”, garante.