terça-feira, 28 de julho de 2015

Em Rio Branco, 7 mil pessoas fazem tratamento contra hepatites

Mônica Araújo (Assessoria Sesacre)

Foto: Arquivo/Secom
Aproximadamente sete mil pessoas com hepatites C, B e D são acompanhadas pelo Serviço de Assistência Especializada (SAE) do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco. No SAE, os pacientes recebem tratamento e estrutura de exames, além de acompanhamento psicológico, social e médico multidisciplinar.
As hepatites virais são consideradas um problema de saúde pública que exige medidas continuadas de mobilização, prevenção, capacitação e troca de informações. A doença é a inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, por exemplo.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que um terço da população mundial foi infectado pelos vírus das hepatites. A partir de iniciativa e propostas brasileiras, a OMS instituiu, em 2010, a data 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.
Em alusão a data, durante esta semana, os municípios acreanos realizarão campanha de mobilização para incentivar a população a fazer o teste rápido.
Neste ano, o objetivo é identificar possíveis portadores da hepatite C. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) estará disponibilizando os kits e insumos aos municípios para fazer os testes, assim como material educativo e informativo sobre a transmissão e a prevenção da doença.
“Nosso objetivo é identificar possíveis portadores de hepatites C, para que possam começar o tratamento ainda no início da infecção. Quanto antes for diagnosticada a doença, mais fácil será o tratamento”, informou Nelson Guedes, gerente da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissível (DST/Aids) da Sesacre.
À espera de um transplante
Um paciente, que prefere não ser identificado, é portador de hepatite C. Ele descobriu que tinha a doença em 2012, quando fazia uma consulta de rotina. “Fiquei surpreso com o resultado, pois eu não sentia nada. Até cheguei a duvidar que estivesse com essa doença”, comenta.
O paciente lembra que foi encaminhado ao SAE, onde foram solicitados novos exames para confirmar o diagnóstico. Nos exames, detectou-se uma cirrose hepática, sendo necessário um transplante, pois seu fígado funciona com apenas 46% da capacidade.
“Estou há dois anos na fila para transplante. Enquanto não consigo um doador compatível, faço acompanhamento médico no SAE, onde sou bem atendido e recebo meus remédios”, declara.

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer de Cabeça e Pescoço

Cássia Veras (Assessoria HC)

Foto: Arquivo/Secom
Em 27 de julho é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer de Cabeça e Pescoço. A ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço; que instituiu este mês como “Julho Verde”, em alusão à data.
O médico Mario Jorge Ferreira, do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco e especializado na área, esclarece que, nos últimos anos, tem-se notado um aumento do índice de câncer de cabeça e pescoço.
“Há dez anos, essa doença era mais comum em pacientes que faziam o uso de álcool e tabaco. Mas o que se nota é que, mesmo com campanhas de prevenção a essas substâncias, não se observa uma diminuição de casos”, relata.
Ao longo dos anos, os pesquisadores das doenças em cabeça e pescoço observaram que também pessoas que adquiriam o vírus do papiloma humano, ou HPV, doença sexualmente transmissível (DST), eram mais propícias a desencadear tumores de cabeça e pescoço.
Sintomas
Pacientes que têm fatores de risco, não fazem uma higiene bucal adequada, realizam atividade sexual desprotegida e que observam lesões, tumores ou nódulos que persistam por mais de três semanas, são orientados a procurar uma unidade básica de saúde.
Tratamento
Segundo Ferreira, quanto mais precoce for a detecção da doença, mais eficaz será o tratamento. “Dependendo da fase em que a doença é detectada, o tratamento pode se tornar muito estigmatizante e mutilante, portanto, é importante que as pessoas fiquem atentas aos sinais”, finaliza.
Como ter acesso ao tratamento
O HC recebe os pacientes referenciados pelas unidades básicas de saúde e garante o tratamento, desde a assistência médica ao uso de medicamentos e a realização de exames.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mais um transplante de rim entre pessoas vivas é realizado no Acre

Álefe Souza (Assessoria Sesacre)

Foto: Júnior Aguiar
Depois de uma cirurgia que durou quatro horas, Célio José da Fonseca, 34, pode enfim comemorar o sucesso do transplante de rim pelo qual passou na tarde desta quinta-feira, 9, e o fim das sessões de hemodiálise realizadas três vezes por semana, que se repetiram por cinco anos. Com insuficiência renal, Célio não podia mais trabalhar. Morando em Mâncio Lima, tinha que se deslocar a Rio Branco para realizar o tratamento.
O doador do órgão, Anselmo José da Fonseca, 48, é irmão de Célio. Outros cinco irmãos do paciente fizeram exames de compatibilidade, mas apenas Anselmo foi aprovado. “Estou muito feliz de poder fazer isso pelo meu irmão. Eu faria de novo se fosse preciso”, disse Anselmo.
Esse é o segundo transplante entre pessoas vivas (intervivos) do ano e também o segundo entre parentes. Esse tipo de procedimento é possível quando se trata de órgãos duplos ou partes de órgãos e tecidos, cuja retirada não cause ao doador comprometimento de suas funções vitais e aptidões físicas ou mentais, nem provoque deformação. Também é necessário que doador e receptor tenham tipagem sanguínea compatíveis.
“Posso dizer que nasci de novo. Serei sempre grato ao meu irmão por tomar essa decisão e fazer esse ato de amor por mim. Agora é vida nova”, comemorou Célio.
O candidato a doador passa por uma bateria de exames que incluem avaliação psicológica e estudo dos vasos e da circulação renal, além de assinar um documento no qual afirma que é doador por livre vontade. Se o doador for pai ou mãe, irmão, filho, avô, tio ou cônjuge, precisa informar ao Ministério Público Estadual (MPE) a doação. Parentes distantes e não parentes devem pedir autorização à justiça.
Segundo a médica nefrologista Jarine Camilo, as operações ocorrem simultaneamente no doador e receptor. O tempo de duração, entre retirada e implante, é de três a quatro horas. “O doador demora em média duas semanas para se recuperar, e o receptor 30 dias”, explicou. O procedimento cirúrgico foi realizado no Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco.